“Nenhum homem é uma ilha”. O ser humano é gregário por natureza. Somos um todo e parte de um todo maior e, juntos, formamos a humanidade.
Não dá para negar que, o que acontece a um, afeta o todo. À medida que o nível de consciência se aprofunda, mais e mais percebemos a interligação, a interdependência entre o todo e cada uma das partes.
Assim, o indivíduo, já complexo em si mesmo pela constituição de seu organismo físico, composto de sistemas e órgãos, é – em si – parte de um sistema maior chamado família, grupo social, comunidade, empresa.
Ao ingressarmos, assim, em um grupo, passamos a pertencer a um sistema, nos tornamos parte de um grande quebra cabeças, ao qual integramos, damos sentido, participamos.
Da perfeição do encaixe de cada um de nós no Grande Quebra Cabeças dependerá a perfeição da atuação desse “grande organismo coletivo” assim constituído.
Quando uma peça não se ajusta, não se encaixa com perfeição, o todo não se concretiza; o pensado ou sonhado não se torna realidade. É a visualização do todo que norteia o movimento das partes e é a busca do encaixe de cada uma delas que realiza o todo.
No cenário empresarial, onde cada uma dessas partes traz consigo uma história única, valores e crenças pessoais, o ajuste, às vezes, torna-se árduo e dificultoso. O mau encaixe pode ser interpretado como erro, desajuste, como “peça” fora do lugar… E, o que acontece, quando num quebra cabeças, uma peça não se encaixa? O olhar é imediatamente atraído para aquela falha, aquela incompletude, aquela dissonância… Ainda que tudo o mais esteja perfeito, o todo não será assim visto e considerado.
À empresa o desafio de recuperar e encaixar devidamente as “peças” que a constituem é impositivo e não apenas optativo. Resgatar a peça não ajustada implica em esforço, preparo, reciclagem, treinamento, busca de soluções. Por mais que isso custe, mais duro é o outro caminho: perder a peça. Isso significa recomeçar, repensar o todo, perder uma aposta, desistir de algo, desistir de alguém.
Quando, porém, o todo empenha-se no preparo, manutenção e resgate de cada uma de suas partes, todas juntas passam a construir uma nova imagem, a imagem coletiva, a volta à unidade, conceito que dorme na alma de cada um como seu mais recôndito anseio. Só aí, peças encaixadas, mãos dadas, estaremos construindo um mundo melhor para se viver.
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